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Segunda-feira, 17 de Junho de 2024

Cidades

SC vive ‘boom’ diário nos casos de dengue com disparada de 600% neste ano

Dados levam em conta os casos prováveis do dia 31 de dezembro de 2023 ao dia 29 de janeiro de 2024

Jornal Gazeta
Por Jornal Gazeta
SC vive ‘boom’ diário nos casos de dengue com disparada de 600% neste ano
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Santa Catarina enfrenta um cenário preocupante de dengue. Segundo os dados, o estado registra 203 casos prováveis da doença por dia desde 31 de dezembro de 2023 até 29 de janeiro deste ano.

Casos prováveis de dengue

Os dados, divulgados pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), indicam que durante este período foram registradas 9.881 notificações de dengue e 5.897 casos prováveis.

Para se ter uma ideia, no mesmo período do ano passado, Santa Catarina registrou 356 casos confirmados. Ou seja, houve um aumento de 646,5% no número de casos prováveis.

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O que são casos prováveis?

Segundo a Dive, a partir do ano de 2024, será adotado o conceito de casos prováveis para avaliação do cenário epidemiológico. A classificação casos prováveis refere-se a todos os casos notificados, confirmados, suspeitos e inconclusivos, com exceção dos descartados.

 

Assim, todos os casos suspeitos que foram notificados no sistema de informação serão considerados prováveis até que ocorra o encerramento da ficha. Isso permite uma análise mais precisa da situação, que corrige potenciais atrasos na conclusão dos casos notificados.

Outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Já a Chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, foi responsável por 61 notificações e 30 casos prováveis.

Outra doença transmitida pelo mesmo mosquito, o Zika Vírus, teve 13 notificações e três casos prováveis.

Infestações do mosquito

No período de 31 de dezembro de 2023 a 29 de janeiro de 2024, foram identificados7.185 focos do mosquito Aedes aegypti em 182 municípios. Dos 295 catarinenses, 154 são considerados infestados pelo vetor.

Mapa mostra infestações de mosquito da dengue; locais com cores mais escuras são mais infestados – Foto: Reprodução/Dive-SC/NDMapa mostra infestações de mosquito da dengue; locais com cores mais escuras são mais infestados – Foto: Reprodução/Dive-SC/ND

Mortes

Entre 31 de dezembro de 2023 e 29 de janeiro de 2024, foram confirmadas cinco prováveis mortes por dengue em Santa Catarina. Entre elas, uma confirmada em Joinville e quatro que permanecem em investigação em Araquari, Florianópolis, Garopaba e São Francisco do Sul.

O que é dengue?

Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive morrerem da doença.

A quase totalidade das mortes por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Sinais e sintomas de alerta

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.

No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:

  • dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;
  • vômitos persistentes;
  • acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • letargia e/ou irritabilidade;
  • aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) maior 2cm;
  • sangramento de mucosa; e
  • aumento progressivo do hematócrito.

Passada a fase crítica da dengue, o paciente entra na fase de recuperação. No entanto, a doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento de grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito do indivíduo.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém indivíduos com condições preexistentes com as mulheres grávidas, lactentes, crianças (até 2 anos) e pessoas maiores de 65 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.

Tratamento

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos adequada. Por isso, conforme orientação médica, em casa deve-se realizar:

  • Repouso;
  • Ingestão de líquidos;
  • Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme.
  • Retorno para reavaliação clínica conforme orientação médica.

No entanto, apesar das medidas, ainda não existe tratamento específico para a doença.

FONTE/CRÉDITOS: ndmais.com.br
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